Sobre Rita Retz
Sou artista plástica e sempre fui movida pela curiosidade de transformar matéria em expressão. Antes da Rita Retz Casa, fundei a Favo, onde minha relação com estampas, cor e criação começou a ganhar forma de maneira mais profunda.
Com o tempo, a paixão pelas estampas deixou de habitar apenas o vestir e passou a ocupar também os espaços da casa. Durante a construção da minha própria casa, senti vontade de levar mais textura, identidade e vida para os ambientes. Foi ali que comecei a explorar novas possibilidades para os tecidos, unindo meu olhar artístico à paixão pela decoração.
Dessa busca nasceram os tecidos estampados manualmente com pigmentos vegetais extraídos de plantas brasileiras, além de peças que atravessam diferentes matérias e aplicações: tecidos, objetos, mobiliário, ladrilhos e elementos da casa pensados para criar atmosferas acolhedoras, naturais e cheias de personalidade.
Hoje, meu trabalho reúne arte, design e artesania em coleções que valorizam o tempo do feito à mão, a delicadeza dos processos manuais e a beleza de viver em espaços que contam histórias.
O ateliê
Existe um lugar onde o tempo desacelera.
Onde as cores não vêm de prateleiras, mas da terra, das folhas, das cascas.
Onde cada tecido nasce como quem conta uma história — sem pressa, sem repetição.
Esse lugar é o meu ateliê.
Mais do que um espaço de produção, ele é o coração de tudo. É onde as ideias ganham forma, onde o processo importa tanto quanto o resultado, e onde cada peça começa a existir com intenção.
Aqui, o fazer é manual, sensível e vivo.
INSPIRAÇÃO
Crio a partir do que observo, vivo e guardo. A natureza ao meu redor, em Botucatu, é um ponto de partida constante: as cores das plantas, as texturas orgânicas e os ciclos que acontecem sem pressa.
As viagens também atravessam meu processo criativo. Carrego comigo referências, culturas, detalhes e histórias que encontro pelo caminho e que, de alguma forma, acabam encontrando lugar nas minhas estampas.
Tudo chega ao ateliê carregado de memória, tempo e significado.
O PROCESSO
Nada aqui é automático.
Cada estampa é construída camada por camada, usando pigmentos naturais extraídos de plantas brasileiras.
As cores não são apenas escolhidas — elas são descobertas.
O tecido passa por mãos, por tempo, por experimentação.
E é justamente isso que torna cada peça única: pequenas variações, marcas sutis, nuances que não podem (e nem devem) ser replicadas.